Trump e Groenlândia
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Trump e Groenlândia
Visão geral
O tema "Trump e Groenlândia" refere-se ao persistente interesse do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em adquirir a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca. Este interesse, manifestado desde seu primeiro mandato e intensificado em seu segundo, gerou tensões diplomáticas significativas com a Dinamarca, a Groenlândia e aliados europeus, que reiteradamente rejeitaram a ideia de anexação ou compra da ilha, defendendo sua soberania e integridade territorial.
Contexto histórico e desenvolvimento
O interesse dos Estados Unidos na Groenlândia não é recente; o presidente Harry Truman tentou comprá-la após a Segunda Guerra Mundial. No entanto, a questão ganhou proeminência internacional com Donald Trump. Durante seu primeiro mandato, Trump fez uma oferta para comprar a ilha, que foi prontamente recusada. Ao retornar à Casa Branca, ele intensificou sua retórica, citando razões de segurança nacional e o vasto potencial de recursos minerais da ilha.
Em março de 2025, o vice-presidente JD Vance visitou uma base militar americana na Groenlândia, acusando a Dinamarca de subinvestir na região. Em dezembro de 2025, Trump nomeou Jeff Landry, governador da Louisiana, como enviado especial para a Groenlândia, com a missão declarada de torná-la "parte dos EUA". Esta nomeação reacendeu as tensões, levando a uma forte reação da Dinamarca e da Groenlândia, que emitiram uma declaração conjunta reiterando a inviolabilidade de suas fronteiras e soberania, garantidas pelo direito internacional. O ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, convocou o embaixador dos EUA em Copenhague para expressar seu descontentamento.
Em janeiro de 2026, a Casa Branca confirmou que Trump considerava a aquisição da Groenlândia uma prioridade de segurança nacional e que o uso de força militar era uma das opções avaliadas. Esta postura provocou uma resposta unida de países europeus, incluindo França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Dinamarca, que emitiram uma declaração conjunta afirmando que "a Groenlândia pertence ao seu povo" e que apenas Dinamarca e Groenlândia podem decidir seu futuro. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que um ataque dos EUA à Groenlândia poderia significar o fim da OTAN.
Linha do tempo
- Março de 2025: Vice-presidente JD Vance visita base militar dos EUA na Groenlândia e critica o investimento dinamarquês na região.
- 21 de dezembro de 2025: Donald Trump nomeia Jeff Landry como enviado especial dos EUA para a Groenlândia.
- 22 de dezembro de 2025: Dinamarca e Groenlândia emitem declaração conjunta rejeitando a anexação e cobrando respeito à integridade territorial. O ministro das Relações Exteriores dinamarquês convoca o embaixador dos EUA.
- Início de janeiro de 2026: Casa Branca confirma que Trump considera a aquisição da Groenlândia uma prioridade de segurança nacional e que o uso de força militar é uma opção.
- 7 de janeiro de 2026: Países europeus, incluindo França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Dinamarca, emitem declaração conjunta defendendo a soberania da Groenlândia e a integridade territorial do Reino da Dinamarca.
Principais atores
- Donald Trump: Presidente dos Estados Unidos, principal proponente da aquisição da Groenlândia.
- Jeff Landry: Governador da Louisiana, nomeado enviado especial dos EUA para a Groenlândia por Trump.
- Mette Frederiksen: Primeira-ministra da Dinamarca, defensora da soberania dinamarquesa e groenlandesa.
- Jens-Frederik Nielsen: Primeiro-ministro da Groenlândia, defensor da autodeterminação groenlandesa.
- Lars Løkke Rasmussen: Ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, responsável pelas relações diplomáticas.
- Estados Unidos: País interessado na aquisição da Groenlândia, citando segurança nacional e recursos.
- Dinamarca: País soberano da Groenlândia, que defende sua integridade territorial.
- Groenlândia: Território autônomo dinamarquês, cujos líderes e população rejeitam a anexação.
- União Europeia: Bloco de países que apoia a integridade territorial do Reino da Dinamarca.
- OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte): Aliança militar da qual EUA e Dinamarca são membros, mencionada no contexto das tensões.
Termos importantes
- Soberania: O poder e direito de um Estado de governar a si mesmo sem interferência externa.
- Integridade Territorial: O princípio que garante que as fronteiras de um Estado são invioláveis e não podem ser alteradas por força externa.
- Território Autônomo: Uma região que possui um grau significativo de autogoverno, mas que ainda faz parte de um Estado maior.
- Enviado Especial: Um representante diplomático nomeado para uma missão específica ou para tratar de um assunto particular.
- Convocação de Embaixador: Um ato diplomático formal onde um país chama o embaixador de outro país para uma reunião, geralmente para expressar protesto ou descontentamento.