25/02 às 15:23
Brasil
Os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão foram condenados a 76 anos e 3 meses de prisão por planejar e mandar matar Marielle Franco e Anderson Gomes.
As condenações são pelos crimes de organização criminosa, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves.
A Primeira Turma do STF condenou por unanimidade os irmãos Brazão, com o ministro Alexandre de Moraes apontando provas robustas.
Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do RJ, foi absolvido do homicídio, mas condenado a 18 anos por corrupção passiva e obstrução de justiça.
Ronald Paulo Alves Pereira, major da PM, recebeu pena de 56 anos, e Robson Calixto Fonseca, ex-PM, 9 anos por envolvimento nos crimes.
Os ministros determinaram o pagamento de R$ 7 milhões em indenizações por danos morais para as famílias das vítimas e para a ex-assessora Fernanda Chaves.
Foi decretada a perda de função pública para Domingos Brazão, Rivaldo Barbosa, Ronald Pereira e Robson Calixto, tornando-os inelegíveis após o trânsito em julgado.
A motivação do crime foi atribuída à atuação política de Marielle Franco contra interesses dos irmãos Brazão, incluindo a regularização de áreas de milícias e grilagem de terras.
As punições serão aplicadas após o trânsito em julgado da decisão, mas os condenados permanecem em prisão preventiva.
Os condenados podem recorrer da decisão por meio de embargos de declaração, que podem ajustar detalhes das penas, mas não alteram o resultado principal.
O cumprimento da pena em regime fechado é inicial devido às condenações superiores a 8 anos, e a execução será supervisionada pelo relator Alexandre de Moraes.
A Lei da Ficha Limpa foi aplicada, suspendendo os direitos políticos dos condenados e tornando-os inelegíveis após a decisão se tornar definitiva.
25/02 às 14:06
Brasil
O total de mortos pelas chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais chegou a 40 (34 em Juiz de Fora e 6 em Ubá), com 33 desaparecidos.
Juiz de Fora registra 34 mortos, 25 desaparecidos e mais de 3,5 mil desabrigados e desalojados.
Ubá contabiliza seis mortos, dois desaparecidos, 26 desabrigados e 178 desalojados.
Cerca de 500 homens, incluindo bombeiros e tropas especializadas, estão empenhados nas operações de busca e resgate, com 208 pessoas já salvas.
O governo federal reconheceu o estado de calamidade em Juiz de Fora e enviou a Força Nacional do SUS e a Defesa Civil Nacional.
Fevereiro de 2026 registrou 589 milímetros de chuva em Juiz de Fora, tornando-o o mês mais chuvoso da história da cidade, com 240% acima da média.
O Inmet emitiu alerta de grande perigo para chuvas intensas (superiores a 60 mm/h ou 100 mm/dia) na Zona da Mata até 27 de fevereiro.
O Cemaden alerta para alta possibilidade de enxurradas e inundações em Juiz de Fora devido à saturação do solo e previsão de mais chuvas.
Recursos emergenciais de R$ 38 milhões para Juiz de Fora e R$ 8 milhões para Ubá foram liberados, com garantia de apoio federal para reconstrução.
O governo federal anunciou repasse de R$ 800 por pessoa desabrigada para as prefeituras comprarem itens de primeira necessidade.
O governador Romeu Zema visitou Juiz de Fora, garantindo suporte humanitário e prevendo até cinco dias de trabalho dos bombeiros.
A CEMIG registrou 22 mil imóveis sem energia, e geradores estão sendo enviados para restabelecer o serviço, enquanto o CREA-MG avalia estruturas comprometidas.