Captura de Nicolás Maduro pelos EUA
Visão geral
A Captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos refere-se a uma operação militar realizada em 3 de janeiro de 2026, na qual forças militares americanas atacaram Caracas, capital da Venezuela, e prenderam o então presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores. A ação, ordenada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, resultou na transferência de Maduro para Nova York, onde enfrentará acusações de narcoterrorismo e outros crimes. O evento gerou uma crise política e diplomática internacional, com reações diversas de líderes mundiais e organizações, e levantou questões sobre a soberania nacional e o direito internacional. Nos dias seguintes, o governo interino venezuelano anunciou libertações unilaterais de prisioneiros como gesto de paz.
Contexto histórico e desenvolvimento
A operação de captura de Nicolás Maduro foi o ápice de meses de escalada nas tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela. Desde o início de 2025, o governo Trump intensificou as hostilidades contra Caracas, designando organizações criminosas venezuelanas como grupos terroristas, aumentando a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro e reforçando a presença militar americana no Caribe. Operações navais foram realizadas para combater o narcotráfico, e sanções econômicas foram implementadas, incluindo um bloqueio total de petroleiros sancionados venezuelanos. Em dezembro de 2025, o espaço aéreo venezuelano foi fechado para voos americanos, e cidadãos dos EUA foram aconselhados a deixar o país.
A operação militar em si, denominada "Operação Resolução Absoluta", foi planejada e executada por forças de elite dos EUA, incluindo a Força Delta. Houve um ataque aéreo massivo contra infraestrutura militar venezuelana, como o Forte Tiuna, a Base Aérea Generalíssimo Francisco de Miranda e o Porto La Guaira. A ação foi acompanhada em tempo real por Donald Trump e sua equipe. Maduro e sua esposa foram capturados no Forte Tiuna, transportados de helicóptero para o navio USS Iwo Jima, e depois levados para Nova York. O presidente Trump declarou que os EUA iriam "administrar" a Venezuela interinamente até uma transição de governo.
Após a captura, em 8 de janeiro de 2026, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou a libertação unilateral de um número significativo de prisioneiros venezuelanos e estrangeiros, descrita como um gesto de paz pela oposição. Entre os libertados estava a ativista Rocío San Miguel, detida desde fevereiro de 2024 no Helicoide, prisão do serviço de inteligência venezuelano classificada como centro de tortura por organizações de direitos humanos. Rodríguez agradeceu os esforços do ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e do Qatar em defesa da Venezuela.
Linha do tempo
- Início de 2025: Governo Trump intensifica hostilidades contra a Venezuela, designando organizações criminosas venezuelanas como grupos terroristas.
- Agosto de 2025: EUA aumentam recompensa pela prisão de Nicolás Maduro e reforçam presença militar no Caribe.
- Setembro de 2025: Forças americanas iniciam ataques a embarcações no Caribe e Pacífico, alegando combate ao narcotráfico.
- Novembro de 2025: EUA fecham espaço aéreo venezuelano e aconselham cidadãos a deixar o país.
- Dezembro de 2025: Trump ordena bloqueio total de petroleiros sancionados venezuelanos.
- 3 de janeiro de 2026 (madrugada): Lançamento da "Operação Resolução Absoluta" pelos EUA. Ataques aéreos em Caracas e captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores no Forte Tiuna.
- 3 de janeiro de 2026 (noite): Maduro e esposa chegam a Nova York e são detidos em centro de detenção.
- 4 de janeiro de 2026: Reações internacionais, com condenações de países como Brasil, China e Rússia, e apoio de outros, como Argentina.
- 8 de janeiro de 2026: Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, anuncia libertação unilateral de prisioneiros, incluindo a ativista Rocío San Miguel, detida desde fevereiro de 2024.
Principais atores
- Nicolás Maduro: Presidente da Venezuela capturado pelos EUA.
- Donald Trump: Presidente dos Estados Unidos que ordenou a operação.
- Cilia Flores: Esposa de Nicolás Maduro, também capturada.
- Delcy Rodríguez: Vice-presidente da Venezuela, que assumiu a presidência interinamente por ordem do Tribunal Supremo de Justiça e com apoio das Forças Armadas venezuelanas.
- Jorge Rodríguez: Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e irmão de Delcy Rodríguez; anunciou em 8 de janeiro de 2026 a libertação unilateral de prisioneiros venezuelanos e estrangeiros como gesto de paz.
- Rocío San Miguel: Ativista venezuelana com nacionalidade espanhola, especialista em temas militares e diretora da ONG Control Ciudadano; presa em fevereiro de 2024 no aeroporto de Caracas, acusada de envolvimento em plano para assassinar Maduro, e libertada em 8 de janeiro de 2026 após sua captura pelos EUA.
- Marco Rubio: Secretário de Estado dos EUA, envolvido nas discussões pós-captura.
- Pete Hegseth: Secretário de Defesa dos EUA.
- General John Daniel Caine: Chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, que liderou a operação.
- Força Delta: Unidade de elite do Exército dos EUA responsável pela captura.
- Brasil: Condenou a ação militar, classificando-a como violação do direito internacional; o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi agradecido por Jorge Rodríguez pelos esforços em defesa da Venezuela.
- China: Pediu a libertação imediata de Maduro e sua esposa, condenando a ação como violação da soberania.
- Rússia: Classificou os ataques como "ato de agressão armada" e pediu sessão urgente do Conselho de Segurança da ONU.
- União Europeia: Pediu uma transição pacífica para a democracia na Venezuela e expressou preocupação com a violação do direito internacional.
- Coreia do Norte: Afirmou que os ataques dos EUA são a "forma mais grave de violação de soberania".
- Javier Milei: Presidente da Argentina, que celebrou a captura de Maduro.
Termos importantes
- Operação Resolução Absoluta: Nome dado pelos EUA à operação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro.
- Narcoterrorismo: Acusação principal contra Nicolás Maduro nos Estados Unidos, referindo-se à sua suposta liderança do Cartel de los Soles.
- Cartel de los Soles: Suposta organização de tráfico de drogas liderada por militares venezuelanos, à qual Maduro é acusado de estar ligado.
- Doutrina Monroe: Política externa dos EUA do século XIX que visava impedir a intervenção europeia no Hemisfério Ocidental, revisitada por Trump como "Doutrina Donroe" para justificar a dominância americana na região.
- Forte Tiuna: Maior complexo militar da Venezuela, onde Maduro e sua esposa foram capturados.
- DEA (Agência Antidrogas dos EUA): Agência federal americana responsável pela aplicação das leis de controle de drogas, onde Maduro foi fichado após sua chegada aos EUA.
- CELAC (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos): Bloco regional que reúne 33 países da América Latina e do Caribe, que se reuniu para discutir a situação na Venezuela.
- Helicoide: Prisão do serviço de inteligência venezuelano, classificada por organizações de direitos humanos como centro de tortura, onde a ativista Rocío San Miguel foi detida.
- Control Ciudadano: ONG venezuelana dirigida por Rocío San Miguel, focada em temas de controle cidadão e assuntos militares.